• Jorge Bernardes

Persistência e recompensa

No final do ano passado tive um contacto agradável com um casal que se ia casar em Abril deste ano. Uma amiga comum pôs-me em contacto com eles e convidei-os a virem a minha casa, para falarmos sobre o que eles pretendiam em termos de fotografia para o dia especial deles.

Eles vieram e tivemos uma boa conversa, com café, e trocámos ideias, eles falaram-me das expectativas deles e eu mostrei um pouco mais do meu trabalho e do que eu poderia fazer por eles.

Pareceram-me contentes com o que ouviram e viram da minha parte e eu também gostei do contacto com eles.

Enviei-lhes um email após a nossa reunião para relembrar algumas informações das quais falámos e para me disponibilizar para responder a mais algum dúvida que aparecesse entretanto. E aguardei a resposta deles. Após aguardar cerca de quinze dias voltei a enviar novo email, a perguntar como estavam e se já tinham tido hipótese de analisar e tomar uma decisão acerca do fotógrafo para o casamento deles. E aguardei a resposta deles... e aguardei... e aguardei...

Desde que comecei já me habituei que muitas pessoas não gastam do seu tempo para dizer que não, em vez disso optam por não dizer nada. É um pouco como quando vamos a uma loja procurar uma peça de roupa e depois ainda queremos ver outras lojas, não vamos à primeira dizer "Acabei por comprar noutro sítio". Com uma grande diferença, na loja de roupa normalmente não nos costumam receber com café e não nos dedicam uma hora, ou o tempo necessário, para saber o que pretendemos e explicar como o podem fazer por nós.

Tenho pena quando não me respondem, principalmente porque assim fico sem saber o que posso melhorar, para que eventualmente outros me digam que sim no futuro.

[salto para a frente no tempo para início de Abril]

Uma amiga comum pôs-me em contacto com um casal que ia casar no final do mês e ainda não tinha fotógrafo. Achei estranho estarem a tratar disso tão perto da cerimónia mas felizmente tinha disponibilidade porque esse fim-de-semana tinha ficado vago.

Falei ao telefone com a noiva e combinei encontrar-me pessoalmente com eles.

Encontrei-me apenas com a noiva por força das circunstâncias e falámos um bocadinho sobre o que eles pretendiam. Foi a primeira vez que a vi e tivemos uma boa conversa, com café. Eu já tinha conhecido o noivo num jantar de uma amiga comum uns anos antes, mas nunca mais tinha estado com ele.

Eles disseram que sim! Tratámos das formalidades e no dia lá estava eu a fotografar e eles a gozarem o seu dia especial rodeados de família e amigos.

No decorrer do dia fui-me apercebendo da minha sorte. O que era para ser não foi e este, com o qual eu não contava, foi! Não que outro casamento fosse menos bom, não sei, não estive lá, mas gostei deste pela emoção e felicidade que vi nos noivos e em quem os rodeava. Os sorrisos, as lágrimas, os abraços apertados, coisas lindas que se vêm em dias especiais destes. Fiz fotografias que achei lindas e que honestamente acho que eles vão adorar e foi algo que apareceu de repente.

Às vezes não se planeia tudo com muita antecedência e mesmo assim as coisas correm muito bem. Se persistirmos além dos pequenos obstáculos e continuarmos o nosso caminho, eventualmente as coisas com que sonhamos vão acontecendo e as recompensas vão chegando.

Que venham mais assim.



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