• Jorge Bernardes

Quebrar a rotina

Quarta-feira foi dia de fazer algo diferente, seguir o conselho de um amigo e ir passar uma manhã fora do normal.

Tenho um amigo que faz bodyboard e já há muito tempo que ele me diz para ir às competições tirar fotografias e eventualmente tentar vendê-las a revistas da especialidade. Como ele me falou de uma competição na Nazaré, que até é pertinho, resolvi ir até lá, meter os pés na areia e na água fresquinha e experimentar pelo menos a parte de tirar as fotos.

Tomei o pequeno almoço, e em vez de me sentar ao computador com os emails e as imagens por editar, escondi os calções por baixo das calças de ganga e montei-me na mota a caminho da praia.

Quando cheguei já o misto de movimento e falta dele era soberbo. Os que se levantam cedo das caravanas improvisadas destoam dos que dormem em malas abertas ou nos bancos traseiros de carros estacionados nas estradas de terra que nos levam até à praia.

Apercebi-me que de facto é uma oportunidade de negócio, mas não da maneira que estava à espera. :P

Vê-se um pouco de tudo no que toca a pessoas: os PROs e os casuais, os participantes e os observadores, os que apenas passeiam e os que sentam a apreciar o espectáculo.

Há também quem passeie os cães e os cães que se passeiam a si mesmos.

Há pegadas estranhas na areia que estes animais anfíbios deixam quando caminham para o seu meio preferido.

Há os que cortam as ondas, os que sobressaem delas e os que desaparecem no meio delas.

Mas no fundo acho que o que há mais são pessoas que, quando voltam à forma mais terrena no final do dia, continuam a saber que esta vida é mais que trabalho.

E acima de tudo continuam sempre a pensar em voltar ao que mais gostam.


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