• Jorge Bernardes

Mais sorrisos intemporais

Fui novamente visitar um lar de terceira idade para poder fazer retratos das pessoas que lá vivem. Desta vez até à Associação Humanitária da Barosa. Lá fui bem recebido por quem lá trabalha que, com entusiasmo, me ajudaram a preparar o que seria um dia diferente para os que iriam ser fotografados.

No espaço de uma manhã e duas tardes fotografei várias pessoas, algumas individualmente e outras também com a companhia de alguns familiares que as visitaram para aparecerem em alguns retratos também.

Nota-se que independentemente da idade há coisas que se mantêm. Alguns de nós estamos mais à vontade quando nos fotografam e outros ficam mais nervosos e retraídos. É curioso ver que na maior parte dos casos quando juntamos um amigo ou familiar, os nervosos descontraem e os descontraídos alegram-se ainda mais.

Mesmo quando amigos ou familiares não estão presentes apenas a menção dos mesmos traz sorrisos à cara das pessoas. Por isso é que muitas das vezes gosto de conversar e perguntar nesse sentido. Saber quem é o familiar ou amigo que vai receber uma foto deles.

As ligações entre nós vão mais longe do que a presença física, e a memória de alguém por vezes alegra-nos quase tanto quanto a sua presença. Mas nunca é exactamente a mesma coisa.

Falar ao telefone ou pela internet é melhor do que não ter contacto, é. Mas não é a mesma coisa que estar presente dar um abraço ou um beijo.

Portanto se puderem estar presentes, estejam. Abracem e beijem e façam mais memórias para quando não puderem estar.


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